O nome de Moisés: uma torção na ordem do destino

Alessandra Martins Parente

Resumo


O artigo resgata a obra “Sobre a linguagem em geral e sobre a linguagem dos homens”, escrita por Walter Benjamin em 1916, para abordar a questão do nome próprio. Para Benjamin, atribuir um nome àquele que nasce é o único ato humano que se aproxima ao gesto criador de Deus no Gênesis. Essa marca, impressa pelo nome, desenha traços do destino humano, sem determiná-lo de forma encerrada. Um paralelo entre o prisma benjaminiano e a ideia lacaniana de nome próprio, tal como aparece no Seminário 9, A identificação, é estabelecido de modo a desenhar o que está em jogo no personagem bíblico de Moisés. Com isso, será possível analisar as consequências da alteração etimológica do nome Moisés, empreendida por Freud em seu clássico “O homem Moisés e a religião monoteísta”. Tal mudança das origens do nome de Moisés implicará também transformações de estruturas arcaicas da cultura, cujas vibrações podem ser sentidas no presente.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


 ISSN 2175-2834