Memória da presença e desenvolvimento emocional em Winnicott

Autores

  • Jaqueline Cristina Salles Trindade Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Maria da Conceição Fonseca-Silva UESB

Resumo

O presente artigo busca mostrar como a constituição do si mesmo winnicottiano está ancorada na experiência de sustentação oportunizada por um ambiente suficientemente bom. Ambiente que se inscreve na experiência do bebê, como uma memória da presença, assim designada por nós. Esta memória da presença constitui-se nas marcas da presença materna que o bebê já é capaz de sentir e confiar, pelas repetidas experiências em que ele pôde se retirar do mundo “objetivo” tranquilamente, retornando ao seu mundo subjetivo, no descanso, relaxamento, propiciado por um ambiente adaptado a sua necessidade de criação do mundo, vivendo a ilusão de onipotência, na relação primitiva mãe-bebê. Discutimos ainda como o paciente constituído pela memória da presença poderá apresentar necessidades especificas na clínica, por meio da regressão à dependência.

Biografia do Autor

Jaqueline Cristina Salles Trindade, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia). Mestre em Memória Linguagem e Sociedade pela UESB. Especialista em Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes pela Universidade Cruzeiro do Sul-SP e Graduação em Psicologia pela PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais). Pesquisa sobre Memória e Clínica Psicanalítica, além de ter atuado em docência, gerência de clínica escola de Psicologia e em clínica particular.

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Publicado

2021-08-05