Externalismo ativo e convergência tecnológica NBIC: o advento da hipercognição

Autores

  • Kleber Bez Birolo Candiotto PUCPR
  • Murilo Karasinski PUCPR

DOI:

https://doi.org/10.17648/2175-2834-v22n1-433

Resumo

: Este artigo tem por objetivo sustentar a hipercognição, resultado da interação da cognição humanacom os artefatos interativos provenientes da Convergência Tecnológica NBIC (nano-bio-info-cogno),como perspectiva factível perante as teses pós-humanistas que esboçam uma transformação ontológica doser humano a partir da fusão com máquinas. A factibilidade da hipercognição está alicerçada na concepçãode cognição sustentada pelo externalismo ativo, em especial o de Andy Clark, para o qual o ambiente possuicaracterísticas relevantes o suficiente para desempenhar um papel protagonista no processo de cognição,uma vez que os humanos já seriam, por natureza, peritos na tarefa de incorporar material não biológico emsuas rotinas físicas e cognitivas. A simbiose entre humanos (genuínos ciborgues tecnológicos) e máquinasseria algo que decorreria naturalmente, sobretudo na acepção de que os processos cognitivos seriamdependentes de ajuda externas. No contexto da Convergência Tecnológica NBIC, essa simbiose é o quepossibilita a hipercognição.

Biografia do Autor

Kleber Bez Birolo Candiotto, PUCPR

Possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2000), Bacharelado em Direito pela PUCPR (2017), mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2003) e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2008). Professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCPR, na linha de pesquisa Ontologia e Epistemologia.

Murilo Karasinski, PUCPR

Possui Graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), MBA em Gestão Estratégica de Empresas pelo ISAE/FGV, Especialização em Direito Tributário Empresarial pela PUCPR e Especialização em Filosofia (Ética em Perspectiva) também pela PUCPR. Mestrado em Filosofia, pela PUCPR, com enfoque nas implicações éticas do Pós-Humanismo. Doutorando em Filosofia pela PUCPR. Tem experiência na área de Direito Empresarial, Tributário e Aduaneiro. Na área acadêmica estuda as implicâncias da teoria Memética a partir das obras de Richard Dawkins, Daniel Dennett e Susan Blackmore, bem como os desdobramentos do Pós-Humanismo e do Pós-Positivism

Publicado

2020-07-03 — Atualizado em 2020-07-06

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