Até à morte, habitação poética. Entre Heidegger e Ruy Belo.

Autores

  • Irene Borges Duarte Universidade de Évora - Portugal

Resumo

no pensamento de Heidegger, o humano na sua condição de ser mortal aparece como questão em Ser e Tempo. A questão do habitar, em contrapartida, só nos últimos 25 anos da sua produção. A presente abordagem procura ligar as duas, no seu carácter ontológico, por via da linguagem na sua força poética de articulação. Para tal, abre-se o diálogo com o poeta Ruy Belo, que em língua portuguesa, também as articula. Defende-se que, em Heidegger, o projecto poético do mundo, sendo coalescente com o projecto tecnológico, pode justamente rescatar um habitar autêntico e, nessa medida, dando um passo atrás, salvar o ser humano em propriedade.

Biografia do Autor

Irene Borges Duarte, Universidade de Évora - Portugal

Universidade de Évora, Departamento de FilosofiaPraxis - Centro de Filosofia, Política e Cultura

Publicado

2022-02-14

Edição

Seção

Colóquio 25 anos Martin Heidegger