A emergência espontânea do sentimento ético como tendência da natureza humana

Autores/as

  • Carlos Plastino Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

DOI:

https://doi.org/10.59539/1679-432X-v7n1-1216

Palabras clave:

ética; espontaneidade; imposição; sentimento ético; repressão.

Resumen

Na sua concepção da emergência da ética na experiência humana, Freud ficou, pelo fundamental, prisioneiro da concepção moderna. O afastamento dessa concepção, de seus dualismos e de seu modelo social, sustentando na inevitabilidade do conflito e da repressão, permite a Winnicott pensar a emergência do sentimento ético de maneira completamente diferente. O faz sustentando-se na concepção que elabora sobre as tendências naturais e sobre a decisiva participação do ambiente na atualização dessas tendências. Sua concepção do superego espontâneo, pensado como um sentimento ético e não como conceitos diferenciadores do bem e do mal, não o leva a desconsiderar a importância do superego social teorizado por Freud. Na sua abordagem, entretanto, suas concepções gerais lhe permitem lançar um novo olhar sobre este estágio fundamental do processo de desenvolvimento emocional e da construção da teoria psicanalítica.

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Publicado

2012-10-02 — Actualizado el 2012-10-02

Número

Sección

Artigos