O gesto espontâneo e o terapeuta: a linguagem da autenticidade
DOI:
https://doi.org/10.59539/2175-2834-v27n2-1151Palavras-chave:
Winnicott; gesto; gesto espontâneo; terapia; linguagem; autenticidade.Resumo
Uma das inovações que Winnicott introduz na metodologia clínica é a sua especial valorização e aproveitamento do “gesto espontâneo” infantil no contexto terapêutico. A consideração do gesto, tradicionalmente despreciado na perspectiva da racionalidade e, por isso, tão tardiamente tido em conta pelo pensamento, marca, decerto, uma viragem na definição do ser humano. O esforço de Winnicott, por um lado, e da fenomenologia, por outro, contribuiu de forma fundamental para uma melhor compreensão do longo trajeto vital na sua realização existencial. O presente trabalho procura caracterizar esse esforço e defender que a autenticidade do gesto na espontaneidade do rabisco infantil é necessariamente correlativa da mesma espontaneidade do terapeuta, enquanto abertura acolhedora e não interpretativa, e que ambas na sua correlação configuram o que poderia ser o “ser-aí” humano no sentido mais propriamente heideggeriano.Downloads
Publicado
2025-08-29
Como Citar
Borges-Duarte, I. (2025). O gesto espontâneo e o terapeuta: a linguagem da autenticidade. Natureza Humana - Revista Internacional De Filosofia E Psicanálise, 27(1), 156–165. https://doi.org/10.59539/2175-2834-v27n2-1151
Edição
Seção
Artigos