Hume sobre a volição e a faculdade da vontade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59539/2175-2834-v15n1-23

Palavras-chave:

vontade; volição; motivo; paixão; razão.

Resumo

Meu objetivo neste artigo é defender que podem ser atribuídos sentidos distintos para os termos “vontade” e “volição” na filosofia de Hume. Ao contrário das interpretações tradicionais, sustento que Hume não identifica vontade e volição. Inicialmente, apresento argumentos de Hobbes e Locke contra a concepção escolástica sobre a produção de ações voluntárias e defendo que Hume associa-se a esses dois filósofos. A seguir, apresento os argumentos da interpretação tradicional que identifica vontade e volição na filosofia humeana e também algumas objeções feitas a tais argumentos. Por fim, em oposição à interpretação tradicional, defendo que Hume acredita que a vontade pode ser compreendida como a faculdade pela qual produzimos ações voluntárias e que volições são paixões motivacionais em exercício. As paixões motivacionais que produzem ações são volições, que é a percepção pela qual produzimos ações voluntárias.

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Publicado

2013-06-01 — Atualizado em 2013-06-01

Como Citar

Soares, F. N. A. (2013). Hume sobre a volição e a faculdade da vontade. Natureza Humana - Revista Internacional De Filosofia E Psicanálise, 15(1), 100–132. https://doi.org/10.59539/2175-2834-v15n1-23

Edição

Seção

Artigos