As habitações do humano como expressões do tempo: diálogo entre Heidegger e Dogen

Autores

  • José Carlos Michelazzo Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

DOI:

https://doi.org/10.59539/2175-2834-v13n2-1029

Palavras-chave:

ontologia; habitação; tempo; permanência; finitude; impermanência.

Resumo

A exposição pretende apresentar contribuições introdutórias para o problema do tempo ao colocar em diálogo dois pensadores: Heidegger e Dogen. A estratégia para tanto será mostrar um continuum de três modos de habitação do humano, tomadas como maneiras de ser do homem, oriundas de três possíveis horizontes de interpretação do problema do tempo. Os dois iniciais apresentam-se sob a perspectiva de pensamento de Heidegger: o primeiro modo, o antropocêntrico, é o que se estabelece a partir de uma primeira interpretação do tempo enquanto permanência, como simples duração; o segundo, o existencial, do tempo como finitude ou impermanência relativa. O terceiro, o numinoso, sob a perspectiva de pensamento do Mestre Zen Dogen, é apreendido a partir do tempo enquanto impermanência absoluta. Nesse continuum de modos de habitação estaria contida uma suposição de que existe um aprofundamento na compreensão do ser do homem que implicaria, por sua vez, em um correspondente aprofundamento no modo de interpretar o problema do tempo, ou seja, de apreendê-lo mais originariamente.

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Publicado

2024-10-02 — Atualizado em 2011-10-02

Como Citar

Michelazzo, J. C. (2011). As habitações do humano como expressões do tempo: diálogo entre Heidegger e Dogen. Natureza Humana - Revista Internacional De Filosofia E Psicanálise, 13(2), 63–84. https://doi.org/10.59539/2175-2834-v13n2-1029

Edição

Seção

Artigos