Metapsicologia e teoria da cultura: um encontro possível?

Autores

  • Maria Vilela Pinto Nakasu Universidade de São Paulo (USP)

DOI:

https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial2-1051

Resumo

Por ter sido considerada fruto de material especulativo, a segunda teoria das pulsões conduziu Freud a olhar criticamente e a duvidar da validade de suas hipóteses conceituais. A pulsão de morte apresenta-se para o fundador da psicanálise como um conceito problemático, se comparado a Eros. As atividades das pulsões de vida são mais facilmente apreensíveis do que as atividades de Tânatos. Das pulsões de morte se apreende o silêncio apenas, anuncia Freud em O mal-estar na civilização. Contudo, a ausência de alvos e objetos fixos da pulsão de morte parece não implicar a inexistência de manifestações ou de efeitos. Com este trabalho, pretende-se sustentar que é fundamentalmente pela via de sua exteriorização, como"pulsão destrutiva", que a pulsão de morte irá se insinuar. E será, sobretudo, no domínio da cultura e das relações intersubjetivas que ela aparecerá mais amplamente, reunindo elementos para reivindicar sua universalidade.

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Publicado

2006-12-12 — Atualizado em 2025-03-29

Como Citar

Nakasu, M. V. P. (2025). Metapsicologia e teoria da cultura: um encontro possível?. Natureza Humana - Revista Internacional De Filosofia E Psicanálise, 8(especial2), 165–178. https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial2-1051