A noção de biopoder e a crítica de Foucault à psicanálise

Autores

  • Luisa Helena Torrano Universidade de São Paulo (USP)

DOI:

https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial2-1057

Resumo

O modelo de biopoder foucaultiano imprime-se na materialidade do corpo, dominando-o através de constrangimentos reguladores e produtivos que, por certos esquemas contingentes estigmatizados pelo gênero, condicionam os sujeitos determinando sua possibilidade de surgimento. A psicanálise, para Foucault, surge nesse contexto como um mecanismo de poder que constrói jogos de verdade, que configuram, por sua vez, dispositivos de produção da subjetividade. O sujeito assim produzido é despido de qualquer univocidade. Nesse ponto, faz-se uma pelo a abrir espaço para outras formas de ser, de vida, e outros regimes de produção da verdade. A psicanálise insere-se nesse debate por sua necessidade de considerar seu caráter constitutivo enquanto modalidade de discurso em todo o seu alcance ético, a fim de permitir o advento da diversidade.

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Publicado

2006-12-12 — Atualizado em 2025-03-29

Como Citar

Torrano, L. H. (2025). A noção de biopoder e a crítica de Foucault à psicanálise. Natureza Humana - Revista Internacional De Filosofia E Psicanálise, 8(especial2), 247–256. https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial2-1057