O sujeito lacaniano no momento de uma manobra cartesiana deslocada

Autores

  • Léa Siveira Sales Universidade Federal de Lavras (UFL)

DOI:

https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial2-1064

Resumo

Ao atravessar Descartes, e deslocando-se dele no que concerne à consciência, Lacan começa a delimitar, no contexto paradoxal do estruturalismo, o lugar que precisa ser garantido ao sujeito. Com isso, encontra-se articulado como o pensamento inconsciente o requere, portanto, o lugar da estratégia pode ser entendido como uma primeira contrapartida ao preceito estruturalista de eliminação de tal categoria ao apresentar uma forma de ligar uma certeza à afirmação existencial do sujeito. Mas, para que se encaixe no programa de pesquisa que abraça uma teoria da linguagem na qual a palavra anula o ser, permitindo pensar a subjetividade como fenômeno dessubstancializado, o cogito deve ser lido sob o crivo da equivocidade da representação de si, fato que reclama sua total reinterpretação.

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Publicado

2006-12-12 — Atualizado em 2025-03-30

Como Citar

Sales, L. S. (2025). O sujeito lacaniano no momento de uma manobra cartesiana deslocada. Natureza Humana - Revista Internacional De Filosofia E Psicanálise, 8(especial2), 319–333. https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial2-1064