Nem filósofo nem antifilósofo: notas sobre o papel das referências filosóficas na construção da psicanálise lacaniana

Autores

  • Richard Theisen Simanke Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

DOI:

https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial1-686

Resumo

As referências filosóficas são abundantes em Lacan, mesmo que, via de regra, consistam em filosofemas isolados, utilizados fora de contexto e para ilustrar temas específicos de suas elaborações psicanalíticas. Ao mesmo tempo, em suas manifestações explícitas a respeito da relação entre filosofia e psicanálise, Lacan oscila entre uma aproximação entre as duas (que chega ao ponto de uma identificação) e um esforço de demarcação (que chega ao ponto de uma desqualificação global da filosofia). Trata-se, portanto, neste trabalho, de ponderar os extremos das atitudes filosóficas e antifilosóficas de Lacan, procurando obter uma outra perspectiva para considerar suas relações com a filosofia e, num sentido mais amplo, seu estilo de produção teórica e o papel que aí desempenham a imensa variedade de referências de que lança mão para caracterizar o campo psicanalítico.

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Publicado

2024-05-17 — Atualizado em 2025-03-30

Como Citar

Theisen Simanke, R. (2025). Nem filósofo nem antifilósofo: notas sobre o papel das referências filosóficas na construção da psicanálise lacaniana. Natureza Humana - Revista Internacional De Filosofia E Psicanálise, 8(especial1), 331–356. https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial1-686