A hermenêutica da facticidade no jovem Heidegger
DOI:
https://doi.org/10.59539/2175-2834-v16n2-85Resumo
Na preleção de verão de 1923, intitulada “Ontologia: hermenêutica da facticidade”, Martin Heidegger estabelece seu programa filosófico em termos de uma investigação fundamental, nomeada por ele como hermenêutica fenomenológica da facticidade. De acordo com esta, a interpretação da vida fática não se realiza sem que se tome o ser e o falar como fenômenos privilegiados, ou seja, sem que se recupere o vínculo essencial em que nós, seres humanos existentes, já nos descobrimos sendo no mundo como seres capazes de fala. Tendo em vista que é a partir do constructo ser-no-mundo que o filósofo alemão consegue dar um passo atrás no esquema sujeito-objeto, não é por acaso então que ele busca encontrar, desde muito cedo, modos de dizer o ser que não mais o entifiquem, com o intuito de pensá-lo para além do registro da referência e, portanto, da objetivação. É com base nessa situação que se torna premente que sua análise tenha início a partir do horizonte do ente privilegiado, uma vez que é para este que o sentido do ser se torna um problema. Assim, este artigo parte da hipótese de que a hermenêutica da facticidade se constitui por conta da tentativa de Heidegger de ater-se ao problema do ser que compreende ser, tendo como premissa uma ampla problematização em torno da significação da palavra vida.Downloads
Publicado
— Atualizado em 2025-03-27
Como Citar
Rubenich, A. (2025). A hermenêutica da facticidade no jovem Heidegger. Natureza Humana - Revista Internacional De Filosofia E Psicanálise, 16(2). https://doi.org/10.59539/2175-2834-v16n2-85
Edição
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Artigos