On the limits of psychiatrics: Lacan and his 1932's thesis

Authors

  • Suely Aires Pontes Universidade Federal da Bahia (UFBA)

DOI:

https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial2-1069

Abstract

A problemática sobre a qual se debruça Lacan no momento em que escreve sua tese - De Ia psycose para noia que dans ses rapports avec la personnalité (1932) - está intimamente vinculada aos dilemas psiquiátricos de sua época, quais sejam: 1) questionamentos sobre a pertinência do termo doença mental; 2) discussões sobre a especificidade da psiquiatria e 3) contendas em torno do uso de teorias organogênicas ou psicogênicas para justificar a causalidade dos quadros psicopatológicos. Nesse contexto, Lacan ambiciona construir uma terceira via para a psiquiatria, oferecendo-lhe um novo objeto de estudo, um método original de investigação e, por fim, uma esperança de cientificidade. A proposta de construção de uma terceira via para a psiquiatria é também acalentada por outro psiquiatra contemporâneo de Lacan - Henri Ey -, cuja importância teórica e clínica não pode ser desconsiderada. O difícil diálogo entre Lacan e Ey traz à luz os impasses na construção de um novo caminho para a psiquiatria, que conduzirão o jovem Lacan a um outro campo: a psicanálise freudiana.

Published

2006-12-12 — Updated on 2025-03-29

How to Cite

Pontes, S. A. (2025). On the limits of psychiatrics: Lacan and his 1932’s thesis. Human Nature - International Philosophy and Psychology Review, 8(especial2), 363–376. https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial2-1069