O Corpo como ensaio para o amor e para a morte
narcisismo e desamparo em tempos de pandemia
DOI:
https://doi.org/10.59539/2175-2834-v22n2-440Abstract
Esse trabalho realiza aproximações entre os conceitos freudianos de narcisismo e de desamparo (Hilflosigkeit). O objetivo é refletir sobre o modo como o isolamento social e a pandemia de 2020 afetam nossas relações com o corpo, com as experiências de perda e de angústia diante do risco de adoecimento e morte. Discute-se que evitar o encontro com o desamparo fomenta modalidades de subjetivação por sujeição e por fixação melancólica, bem como atitudes de negação em relação à experiência da realidade. O excesso de demandas de amor e amparo reduz o sofrimento ao anseio por reasseguramento narcísico, o que limita a busca de transformação da experiência do desamparo e do próprio ato de sofrer. A partir do aporte teórico e clínico psicanalíticos, discutimos modalidades de reação social e subjetiva na atual configuração sociopolítica da pandemia. Concluímos que existe um egoísmo a ser abandonado, sob a pena de adoecermos muito mais. Este parece ser o caso da fixação aos sistemas fechados e totaisDownloads
Published
2020-12-31 — Updated on 2025-03-26
How to Cite
Bocchi, J. C. (2025). O Corpo como ensaio para o amor e para a morte: narcisismo e desamparo em tempos de pandemia. Human Nature - International Philosophy and Psychology Review, 22(2), 1–13. https://doi.org/10.59539/2175-2834-v22n2-440