Jogue a escada fora: fenomenologia como terapêutica

Autores/as

  • Sandro Marcio Moura de Sena

DOI:

https://doi.org/10.59539/2175-2834-v14n2-1000

Resumen

Este artigo visa a mostrar, por meio da interpretação das obras de juventude de Martin Heidegger, que a fenomenologia em sua versão hermenêutica, tal como exercitada em Ser e tempo e tratados imediatamente posteriores, não deve ser compreendida como uma teoria filosófica sobre a existência humana, mas tão somente como uma práxis terapêutica da facticidade. Para isso, exploro a impossibilidade do uso categorial da linguagem para expressar fenômenos vitais e investigo seu uso formal-indicativo, cuja função expressiva primária não será explicar ou esclarecer, mas exortar o existente concreto histórico para uma apropriação compreensiva de si mesmo. Com isso, tornar-se-á visível, em segundo momento, que fenomenologia não somente não é uma filosofia entre outras filosofias dadas, mas um modo de ser do ser-aí, com base no qual a própria filosofia enquanto atividade teorética pode vir a realizar-se. Palavras-chave: Heidegger, fenomenologia, indicação formal, teoria, práxis.

Publicado

2024-10-02

Cómo citar

Moura de Sena, S. M. (2024). Jogue a escada fora: fenomenologia como terapêutica. Natureza Humana - Revista Internacional De Filosofia E Psicanálise, 14(2), 37–73. https://doi.org/10.59539/2175-2834-v14n2-1000