A crítica de Heidegger a Freud: quando o acesso mais originário à realidade não requisita representação
DOI:
https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial2-797Resumo
Nos Seminários de Zollikon, Heidegger afirma a necessidade de gestação de uma ciência do psíquico que conceba o homem - sua saúde e sua doença - sem reduzi-lo a uma mente que representa, a um aparelho gerador de sintomas, a um objeto causalmente explicável. Ao lançar esse desafio, a filosofia heideggeriana esbarra com aconsolidada psicanálise freudiana, denunciando-a como devedora da metafísica moderna, uma vez que sua concepção de homem como aparelho psíquico regido por pulsões estabelece a representação como única forma de acesso à realidade, objetifica a vida humana, reduzindo-a a um campo de forças físico-matemáticas. Heidegger, então,reivindica a possibilidade de uma "ciência do homem" irredutível ao discurso objetificante. Em nossa comunicação, visamos tanto a apontar que a psicanálise freudiana não contempla o existir humano em seus modos não-objetificantes de lidar com a realidade, quanto a indicarque encontramos essa possibilidade na teoria do amadurecimento de Winnicott.Downloads
Publicado
2024-05-17 — Atualizado em 2025-03-29
Como Citar
Ribeiro, C. V. (2025). A crítica de Heidegger a Freud: quando o acesso mais originário à realidade não requisita representação. Natureza Humana - Revista Internacional De Filosofia E Psicanálise, 8(especial2), 41–59. https://doi.org/10.59539/2175-2834-v8nespecial2-797
Edição
Seção
Artigos