Significante versus inconsciente, contra-dicções: Ou, antes do signo, a o-posição; no início, a imagem

Autores

  • Manuel Moreira da Silva Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná - Unicentro/PR Sociedade Psicanalítica do Paraná - SPP/PR

DOI:

https://doi.org/10.17648/2175-2834-v22n1-303

Resumo

Este trabalho discute a proposição lacaniana segundo a qual “o inconsciente é estruturado como uma linguagem” e sua fundamentação a partir da Antropologia de Lévi-Strauss. Em vista disso, discute o estatuto do significante (no quadro teórico do signo linguístico) como ser concreto e como representação vazia ou indeterminada, destituída de conteúdo ou significado e o da imagem fundante do mesmo, a qual se impõe como seu pressuposto essencial. Enfim, considera os limites e as contradições do significante para a tematização e a compreensão do inconsciente.

Biografia do Autor

Manuel Moreira da Silva, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná - Unicentro/PR Sociedade Psicanalítica do Paraná - SPP/PR

Departamento de Filosofia, Filosofia e Psicanálise

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Publicado

2020-07-03