A fenomenologia de Heidegger na crítica de Dreyfus à IA simbólica

Autores

  • Paulo Mendes Taddei
  • Arthur Barbosa da Costa
  • Robson Roberto de Oliveira Furtado Junior

DOI:

https://doi.org/10.17648/2175-2834-v22n1-435

Resumo

Embora influente na recepção de Heidegger nos Estados Unidos da América, o trabalho de Dreyfus foi repetidas vezes criticado por desenvolver uma leitura distorcida e seletiva da fenomenologia de Heidegger. Nesse artigo, mostramos que, independentemente de seus desenvolvimentos posteriores em ciência cognitiva, sua crítica inicial à IA simbólica se apoia em duas teses que podem ser localizadas em Ser e Tempo, a saber, de que nosso senso de situação é (i) pragmático-holístico, e (ii) intrinsecamente relevante (i.e. definido por nossas interesses). Após uma introdução geral, reconstruímos, numa primeira seção, em linhas gerais o projeto da IA simbólica e o tom geral da crítica de Dreyfus; numa segunda seção, reconstruímos a crítica de Dreyfus a SAM, de R. Schank; na terceira seção, indicamos como as duas teses podem ser localizadas em Ser e Tempo; concluímos apontando questões pendentes.

Biografia do Autor

Paulo Mendes Taddei

Doutor em Filosofia pelo PPGF-UFRJ. Professor de Filosofia Adjunto do Departamento de Psicologia Geral e Experimental do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Professor Permanente no PPGF-UFRJ.

Publicado

2020-07-05